Construindo um time de sucesso

Um time de sucesso é o resultado da equação de paciência, amar pessoas, ter boa vontade, ser resiliente e conhecer boas práticas.

Muito se lê, e se ouve sobre as relações entre líderes e liderados, há muitas receitas, métodos para que tenhamos bons resultados em projetos. O que são projetos afinal? Em tecnologia, na nossa visão é uma composição de um artesanato feito por vários artistas cada qual com seu talento, e o papel do líder é engajar cada artesão e ter inteligência emocional o suficiente para encorajar, motivar, lidar com a crise e buscar o sucesso.

Aqui apresentaremos algumas boas práticas oriundas do PMI-ACP, com um toque de inteligência emocional de Daniel Goleman.

Vale enfatizar que todo conteúdo é fruto de boas prática conhecidas dentro das abordagens ágeis, nossa intenção neste post não é demonstrar o quanto sabemos, muito menos ter a presunção de dizer que somos praticante de tudo isto. Assim como vocês, somos profissionais que tentam fazer todo dia o melhor possível.

Assim segue os passos e práticas para ter uma equipe de “artesões” engajadas.

 

Passo 1 – Inteligência Emocional       

Auto reconhecimento

Entender o que te tira a paciência e como você lida com isto sob estresse e pressão.

Auto regulação

Controlar os sentimentos trabalho sob o reconhecimento, exercício de escuta e extrair seu melhor após ter consciência de si.

Situar em ambientes sociais

É a prática constante da empatia e entender os prós e contras das pessoas a sua volta.

Atuar em ambientes sociais

É a habilidade de com seus próprios sentimentos e a potencialização das pessoas a sua volta, ser um líder que inspira, motiva e guia para um objetivo claro

 

Passo 2 – Compreensão natural da formação de times e seus estágios

 

Formação

– Baixa relação de confiança, pouco se compartilha

Papel do líder: direcionar cada membro do time, diretriz clara do que precisa ser feito, alinhar expectativas

 Conflito

– Primeiro momento onde aparecem pessoas difíceis, retenção de conhecimento ainda, e pouca colaboração

Papel do líder: Coaching forte, direcionar trabalho e fator humano, ajudar a resolver conflitos, busca por equipe, não um conjunto de talentos individuais. É um momento decisivo para formação de time

 Acordo

– Equipe começa a se entender, as diferenças começam a ser respeitadas, a visão do objetivo aparece, o compartimento e a colaborações passam ter iniciativas

Papel do líder: Tendência a se auto organizar, atuar como líder servidor, muito mais que direcionar, direcionar e inspeciona os desvios.

Desempenho

– Grau máximo de produtividade, sinergia e colaboração

Papel do líder: Apenas como conselheiro, acompanhamento macro, pois a equipe já é sua, todo direcionamento terá grande valor.

 

Passo 3 – Entender como atuar no papel de Coaching e Mentoria

Primeiro é conter a ansiedade e não explicar o que deve ser feito, isto deve ser exercitado com o time.

O líder é responsável pelos estágios a seguir:

Direcionar

Ajudar o time com o cuidado e confidencialidade de conversas como coaching

Construir parceria com gerencia funcional. Em caso de estrutura matricial obter feedback deles, estabelecer recompensas.

Manter os sentimentos pessoais fora do coaching sempre

– Inicio toda equipe, motivação para a meta

– Durante individual

– Final todo o grupo junto com lições

Fator Humano

  • Aspectos comportamentais
    Entender e respeitar que pessoas cometem enganos, e a forma de lidar com isto.
  • Conservadorismo
    Pessoas conservadoras tem muita dificuldade de pensar diferente, se for projeto de inovação será um risco.
  • Inventar mais que pesquisar
    Ficar atento as pessoas que reinventam a roda, inventar de mais ou de menos não é bom. Buscar a sensatez e utilizar as ferramentas existente.
  • Ser inconsistente
    Pessoas que mudam muito de opinião, muito ruim se for um líder. É difícil ter clareza e propósito com quem muda muito.

Checklist para minimizar impacto dentre os perfis

  • Observar e revisar
  • Querer aprender
  • Ser maleável
  • Ser humilde
  • Equilibrar disciplina e tolerância
  • Escutar
  • Dar feedback aos demais membros

 

Passo 4 – Exercitar e aplicar técnicas de resolução de conflitos

Força

É assim e pronto, é a pior forma, apenas quando o conflito ultrapassou o ambito profissional solução ganha perde.

Retirada

Achar que resolve automaticamente, não atuar dizendo que não tem tempo, equipe é o maior capital.

Conciliação

Tentar fazer que um dos lado ceda, pode ser efetivo só que curto prazo.

Acomodação

Famoso panos quentes, o lider fala o que cada um quer ouvir, não aborda corretamente o ponto de desacordo, curto prazo novamente.

Colaboração

Busca por consenso chamando os envolvidos, efetivo dependendo no nível de conflito.

Confronto

Curiosamente a melhor forma, sentar com todos e entender causa raiz e propor alternativas ganha, ganha.

 

Níveis de problema e melhor forma de atuar

 1 – Problema a Resolver 

Opiniões diferentes, problema de colaboração.

Quem resolve: Equipe

Técnica: Colaboração e Confronto

2 – Desacordo

Auto-proteção, distanciamento do membros, ninguem cede cada um na sua verdade.

Quem resolve: Equipe

Técnica: Colaboração, Confronto com ajuda dos mais experietes

3 – Contestação

Busca vitória, conflito acusatório. Acusações direta de problema do outro.

Quem resolve: Equipe

Técnica: Conciliação e Confronto

4 – Cruzada

Proteção do grupo, segregação do grupo, o outro grupo não coexiste com o outro.

Quem resolve: Equipe, lider ou facilitador neutro

Técnica: Conciliação e Confronto

5 – Guerra Mundial

Destruir o outro, combativo não há mais dialogo.

Quem resolve: Lider

Técnica: Confronto e Força