Métodos ágeis e os Efeitos Zeigarnik e Cliffhanger.

Gosto muito do valor histórico das relações humanas, hoje olho para o presente e a todo momento observo elementos do passado sobre uma nova perspectiva.

Quando observo uma equipe sob o prisma das metas de uma Sprint vejo que nada mais é do que o estudo de meados de 1920 realizado pela psicóloga russa chamada Bluma Zeigarnik, vale ressaltar que me impressiona a forma que a maioria das pessoas ignora o passado sobre o “medo” do obsoleto.  

O efeito Zeigarnik é a resposta humana sob a tensão de uma responsabilidade, que perdurará até que a mesma seja concluída, acontecia para manter uma fogueira acesa para um grupo, e funciona hoje sob a perspectiva de metas de “To Do” ou Sprint. Enquantos o objetivo está incompleto, neurologicamente existirá uma inquietação que nos manterá alertas para um determinado assunto. Em resumo, começou e não terminou o efeito Zeigarnik irá assombrar sua noite.

O divertido dessa correlação de efeitos que após cuidar do presente projetamos o futuro sob outra inquietação que é a perspectiva de um refinamento do backlog onde acontece o efeito Cliffhanger. O que é este outro efeito? A ideia deste outro efeito é a questão do famoso “Como seria se…” Onde dado o momento presente prospectamos um futuro que obviamente ainda não aconteceu. Basta assistir uma série que  a cabeça ficará projetando o próximo episódio, esta projeção é Cliffhanger, utilizado em narrativas, o que é uma estória de usuários senão uma narrativa.

Muitos elementos do presente refletem o passado do ponto de vista de agilidade, quantas coisas estão presentes no sistema Toyota de tantos anos, ou até mesmo utilizados no 6 sigma. Quase tudo no presente está sob uma evolução do passado. Onde inovação passou a ser uma palavra mal utilizada, pois presenciamos na verdade muita evolução, inovação mesmo é algo que surge sem um precedente. Então que fique claro que novidade não é necessariamente inovação, mas sim evolução.

Cristiano Moraes

Cristiano Moraes

Formado em engenharia, pós-graduado em IOT (internet das Coisas), atuante apaixonado por agilismo, design thinking, startups, empreendedorismo formado em Babson (EUA), sócio de empreendimento na área gastronômica, também fundador de Núcleo de Jovens Empreendedores na Associação Comercial, foi Sócio fundador de Cooperativa de Crédito, já foi Diretor de projetos em aceleradora Empresa Jr da Fundação Santo André, monitor e professor de Engenharia de Software na Universidade metodista, maker, seguidor e disseminador da cultura Agile aplicado a tecnologia.

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