Métodos ágeis e os Efeitos Zeigarnik e Cliffhanger.

Gosto muito do valor histórico das relações humanas, hoje olho para o presente e a todo momento observo elementos do passado sobre uma nova perspectiva.

Quando observo uma equipe sob o prisma das metas de uma Sprint vejo que nada mais é do que o estudo de meados de 1920 realizado pela psicóloga russa chamada Bluma Zeigarnik, vale ressaltar que me impressiona a forma que a maioria das pessoas ignora o passado sobre o “medo” do obsoleto.  

O efeito Zeigarnik é a resposta humana sob a tensão de uma responsabilidade, que perdurará até que a mesma seja concluída, acontecia para manter uma fogueira acesa para um grupo, e funciona hoje sob a perspectiva de metas de “To Do” ou Sprint. Enquantos o objetivo está incompleto, neurologicamente existirá uma inquietação que nos manterá alertas para um determinado assunto. Em resumo, começou e não terminou o efeito Zeigarnik irá assombrar sua noite.

O divertido dessa correlação de efeitos que após cuidar do presente projetamos o futuro sob outra inquietação que é a perspectiva de um refinamento do backlog onde acontece o efeito Cliffhanger. O que é este outro efeito? A ideia deste outro efeito é a questão do famoso “Como seria se…” Onde dado o momento presente prospectamos um futuro que obviamente ainda não aconteceu. Basta assistir uma série que  a cabeça ficará projetando o próximo episódio, esta projeção é Cliffhanger, utilizado em narrativas, o que é uma estória de usuários senão uma narrativa.

Muitos elementos do presente refletem o passado do ponto de vista de agilidade, quantas coisas estão presentes no sistema Toyota de tantos anos, ou até mesmo utilizados no 6 sigma. Quase tudo no presente está sob uma evolução do passado. Onde inovação passou a ser uma palavra mal utilizada, pois presenciamos na verdade muita evolução, inovação mesmo é algo que surge sem um precedente. Então que fique claro que novidade não é necessariamente inovação, mas sim evolução.